quinta-feira, 12 de março de 2009

RISCO CALCULADO

Risco, de riscar:
s. m., risca; traçado; esboço; delineamento; bosquejo; debuxo.
do It. risco?
s. m., perigo; possibilidade de correr perigo.
a todo o — : exposto a todos os perigos;
correr o — de: estar exposto a;
em — de: em perigo de.
Calcular do Lat. calculare
v. tr., determinar por meio de operação matemática; contar; avaliar;
fig., conjecturar; presumir;
v. int.,fazer cálculos matemáticos.

Depois de muito pensar, escolhi este acontecimento como o maior risco calculado que eu tenha passado. E o que mais contou, foi o tempo que eu tive para pensar, analisar tudo o que envolvia esta mudança, o meu futuro e a minha história.

Dia 5 de setembro de 2007, uma quarta-feira normal. Estava trabalhando na loja Domenico - especializada em tabacos e presentes masculinos - situada no Shopping Praia de Bellas, em Porto Alegre - RS. Depois de ter aberto o caixa, lançado algumas vendas do dia anterior e verificado e-mails dos clientes, recebo uma ligação em meu celular, do código de área 41 (Curitiba - PR). Achei estranho, mas mesmo assim atendi. Era o William – meu irmão por parte de pai, hoje tem 38 anos e é sócio de uma empresa de informática - com um discurso direto e sucinto, estava me convidando para trabalhar na empresa dele. Com um bom salário inicial e participações em cursos na área de informática. Porém, teria que dar a resposta no outro dia, ou seja, dia 6 de setembro, uma quinta-feira, véspera de feriado nacional.

A minha situação de vida era um tanto quanto emergente, pois morava de aluguel em Porto Alegre, dividia o mesmo com o meu amigo Lucas - amigo pra todas as horas, inteligente e muito engraçado, trabalhava comigo na loja. O dinheiro que ganhava na loja dava para pagar o aluguel, alimentação e uma ou outra saída para me divertir.

Então na quarta-feira, ao invés de ir para casa depois do trabalho, fui dar uma volta na beira do rio Guaíba, para avaliar a situação e calcular meus riscos futuros. Coloquei em jogo o que havia construído na loja - uma amizade incrível com os outros vendedores e os sócios da empresa - saindo de um simples vendedor, para uma sub-gerencia. Mas meu espírito de aventura sempre foi maior que o comodismo, então coloquei na balança e decidi, "vou embora".

Cheguei em casa, e a parte mais difícil, foi avisar o Lucas da minha decisão, pois ele teria de voltar a morar com o irmão em São Leopoldo, abrindo mão, por pressão, da liberdade conquistada por ele. Conversamos bastante sobre as coisas que eu e ele aprenderíamos, disse para ir fundo nos sonhos dele, e que as vezes infelizmente, temos de deixar algumas coisas para trás, pois o verdadeiro sentido da vida é conquistar dia após dia novas coisas e reconquistar aquilo que um dia já foi nosso.

Depois de muitas despedidas, parti para Curitiba, minha nova casa, meu novo lar, minha nova vida. Tudo era novidade, com pessoas diferentes, amizades futuras, trabalho recente, enfim, tudo mesmo. A cidade de Curitiba é um exemplo, muito bem estruturada, planejada e ideal para se morar. Muitas empresas grandes tem em Curitiba, suas sedes de captação de novos talentos, pois lá, tudo é focado para a tecnologia e inovação.

Tudo foi acontecendo como previa, pois naquele dia que estava andando na beira do Guaíba, além de pensar como iria construir minha vida, eu imaginava reconquistar tudo o que já havia conquistado um dia.




Este texto vai ser entregue na minha aula de psicologia, espero que as pessoas que lerem gostem e também a professora - principalmente ela, pois é um pontinho pra mim...hehehe!

Um comentário:

O piloto disse...

Sou o Lucas da história e só vim confirmar que o ap era demais no quesito histórias engraçadas, vizinhaça muito peculiar com sons e nomes bem curiosos também, e que foi sim muito complicado deixar aquele lugar e voltar a vida "normal". Mas só pelas risadas que as histórias nos rendem cada vez que eu e o Marcola nos encontramos já ta valendo. Nossos netos é que vão ter que nos aturar e acreditar nas histórias REALMENTE inacreditáveis que levamos conosco.